16 de janeiro de 2009

Por quantas lágrimas nos encontraremos

Somos um acaso mal-entendido
Instantes de uma companhia distante
Sentimentos confusos em meio a sombras tão íntimas

Por quantas lágrimas nos encontraremos?
Em quantos versos te perderei?
Em quantos sonhos te encontrarei?

Posso sentir em você o meu reflexo contínuo fazendo travessia para um porto seguro, onde tenho me sentido desprotegida
É tudo fim
A mesma história
O mesmo silêncio
Tento, sem sucesso, soltar-me da ilusão
Minha agonia: agonia, trepida, atormenta

Sem terminar o pensamento, surrupio um pouco da razão e desejo não ser eu o seu reflexo, pois se assim for, você estará perdido num caos de amor, onde me encontro agora.


by Val Costa Pinho