14 de janeiro de 2009

Devaneios rogados a ti

Em meus devaneios roguei a Ti
Querendo encontrar-te
Aos meus olhos tu estavas coberto de encantos
Os teus segredos não eram meus
E essa falta eu também desejei
Sei que tens fascínio
Que me domina em teu olhar me levando para dentro de ti através de tropeços que dou em meio a corações que me encalçam acompanhados de sons balbuciados de desejo.
Sei que existe um enigma em teus encantos.
Os sentimentos trazem à nossa natureza um realce, harmonia da presente sedução que se dispensa num olhar repleto de anseios. E a cada devaneio eu me consumo de desejo.
Nuanças confundem-se entre o esplendor de um sorriso ingênuo e a escuridão de um destino incerto.
Os segredos que não eram meus açoitam a minha calma temendo serem arrebatados pela razão.
Vejo no mar o abraço de um profundo oceano que traz a tempestade do afago proibido.
Cruel tempestade. Que perdão posso ter ao castigo que me impuseste?
Trouxeste a brisa em forma de vento; Transformaste a pequena grama em árvore de despedida e, gotas de chuva em pedras de diamante
E agora como dissipar a sua aura? Se ao menos pudesse retirar de mim a essência fantasia de você
Já começo a sentir um presente aperto de desejo do seu doce abraço, saudades do terno sorriso, uma divina consumação que trazia paz a essa confusa alma.
Sei que lamúrias não adiantam. Apenas turvam os meus olhos impedindo-os de refletir o meu amor...
Mais uma vez esqueço-me do caminho das flores e me perco no labirinto dos meus temores...

by Val Costa Pinho