2 de fevereiro de 2009

Amor vertido em ilusão


Uma folha tremula em minhas mãos
Pele rubra, sob pálida alma
Desejo puro
Só o desejo
Tua presença me cala
Que culpa tem o meu querer?
Julgo meu coração, réu confesso de minha paixão desmedida
Já não há dia
Quando em ti não há um encontro
Não existem surpresas em meus olhos
Contenho-me em sorrisos vazios
De onde vem
Desejo infame
Impuramente devasta-me
Aos poucos me condena
Desejo-lhe e,
Temo
Amor vertido em ilusão
Por que tomaste o pouco que me restava da lucidez?



by Val Costa Pinho