26 de fevereiro de 2009

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Podem olhar, alguns dizem que é assim mesmo
Não a viram sofrer como eu vejo

Não vêem seus olhos ’vermelhos’ querendo esconder a vergonha de si mesma
Dizem que foi uma escolha
Não vejo escolhas naqueles olhos que parecem implorar por ajuda

E eu quem sou?
Apenas acompanho de perto o seu sofrimento, oferecendo palavras de conforto que passam longe do seu entendimento

Do outro lado pessoas estão rindo, vivendo o pouco que resta da vida farta de mentiras
E aquela alma inocente, cheia de dores humanas ainda respira esperança

Um dia ela há de sentir Você sem cobrar a vida que a deste
Sem Lhe virar as costas pesadas da vida

Um dia ela há de sorrir com brilho ingênuo nos olhos
Revelando um amor próprio jamais sentido

Um dia ela há de reconhecer que sempre seguiu acompanhada
Saberá respeitar as Tuas vontades

Um dia ela há de não chorar para chamar a Tua atenção e assumirá os seus próprios erros

Mas antes que esse dia chegue, ela vai desejar que a sua alma por Ti seja abençoada, para que ela O aceite tão verdadeiramente quanto ao amor que sempre foi intrínseco nela.

E eu, mera espectadora da vida Lhe darei enfim, boas-vindas!!


by Val Costa Pinho