31 de março de 2009

Terreno estranho



Esse terreno é estranho
Piso em cima de marcas deixadas por tantos
Às vezes os caminhos parecem se comunicar indicando outros caminhos falantes
Vejo corpos ‘mudos’, imitações estranhas e ‘laxantes’
Aos que não vejo por inteiro dedico maior atenção

Hoje senti falta de uma ‘árvore’ de folhas secas
Tive curiosidade em saber se alguém mais tinha curiosidade em saber a causa de suas folhas serem secas
Uma imaginável semelhante talvez.

Esse terreno é estranho
Ontem deixei pegadas num caminho cheio de pegadas
Talvez de seres 'delirantes' como essa fulana que vos alimenta com palavras aparentemente desconexas
Indo e vindo em círculos sem ponto de partida

Delirantes, pisando em lugares férteis e outros muito sólidos
Tentando passar, assim como eu, ‘desapercebida’
À procura de algo que esteja à procura

Terreno desviante
Não lança cordas e nem abre algemas
Não engole, masca
Masca uma teia de vidas que deixam pegadas por onde passo e sempre me levam para o mesmo lugar...

by Val Costa Pinho