21 de março de 2009

São oito horas da noite

Apenas um horário comum entre os outros 23
Vejo luzes ofuscantes aqui de cima
Quantas vidas estão presentes nesse momento
Quantas estão partindo
Quantas chegando
Dentro destas paredes frias que vejo
Muitas lágrimas estão escondidas aos meus olhos
Muitos sorrisos presos entre as várias paredes que vejo sem poder contagiar os que anseiam por apenas um sufixo
Às vezes sorrio por imaginar sorrisos e,
Choro por imaginar a dor

Quantas energias perdidas, esgotadas, compartilhadas apenas entre os seus
E esse vento agradável que vem sentar-se ao meu lado
Observa todo o silêncio aqui de fora
E se despede sem dizer se volta amanhã p me fazer companhia...
Já não são oito horas
Já não há poesia.

by Val Costa Pinho