30 de abril de 2009

PEDIDO AO ACASO

Meu amigo Acaso traga-me um pouco de paz
Faça correr de mim essa vontade ‘crucificante’
Retira-me desse abismo
Absorva a minha dor, não desista
Remova as raízes venenosas que se escondem abaixo dos meus pés

Sinto dó da parte em mim que teima em ser salva
Ela não sabe, mas percorre um campo minado, escuro e
Repleto de outras partes assim como esta corajosa suicida

Acaso, devolva-me o prazer que se arrastou para onde não há um encontro
Ao menos purifique meus olhos para que eu encontre novos prazeres

Não se mostre assim com tanto desprezo
Admito minha culpa por não sair deste pequeno ‘malzoleu’
Por lamentar cada chance ofertada

Só?
Já não sei por onde andar, não seria possível
Não me acho para tal fazer!
Se me ouve, não insisto em permanecer nestas vontades ‘reais imaginárias’ que se alimentam de migalhas...
Acaso estará salvando o alicerce que me impulsiona para vida
A parte em mim que teima em ser salva

by Val Costa Pinho