14 de maio de 2009

A chave

Um pouco de atenção
Um copo de canção
Uma prisão num aperto de mão
O toque de um coração
Um jogo de emoção
Uma lágrima mesmo que em vão
Dois dizendo não
E essa sensação

Click! E ''abre-te sésamo''!

Uma forma de abraçar
Um jeito próprio de falar
Uma mentira pra gargalhar
Uma gozação pra perturbar
Um florete pra cutucar
Uma verdade pra conformar
Dois dizendo vem cá
E essa sensação

Click! E ''abre-te sésamo''

Uma noite perdida
Um dia inteiramente cansada
Uma vontade de bater
Outra de beijar
Vontade que permanece
Uma vida que se completa
Dois dizendo:
‘’Quero dormir’’
E essa sensação

Uns versos meio tortos
Um sorriso que cansa a face
Uma falta de rima
Uma lágrima que rola de saudades
Um telefone que acaba de tocar
Um dizendo: ‘’não acredito’’
E o outro querendo chorar

Nem precisa terminar...

Mas só pra confirmar
Click! E ''abre-te sésamo''

(rs)

by Val Costa Pinho
Para o meu AMIGO Edmilson

Olhar Displicente


Olhar displicente
Não sabe, mas me contém
Joga com a minha fingida inocência
E nesse enlace o domino também
Em silêncio continuo aqui.
Ao meu lado és lançado
E fala num sorriso abandonado
Que não pode ir além

Olhar displicente, caminha no meu olhar
Amedrontado, foge
E, num passar de humor que desconheço
Volta fulminante e me envolve

Num ato contrário condeno o meu olhar
Saio um pouco de mim, só pra chamar a tua atenção
Pronta calma que cai em desvelo
Um desespero querendo se revelar
Brincando de jogo de esconde
Oculto, querendo te encontrar

Olhar displicente
Mais um dia se passa e torna viúvo o meu olhar
Acordo a realidade
Comove o meu coração
Reticente, me abandona
E sem querer me faz chorar

by Val Costa Pinho

3 de maio de 2009

A CAMINHO DE CASA

Às vezes eles esquecem de fechar a porta
Parece quente lá dentro, aconchegante
Sorrisos inocentes me envolvem, me abraçam
Um barulho estranho surge,
Alguém caminha em direção a outrem oferecendo um beijo

Observo e sigo em frente

Ali ao lado alguns estão sentados em jornais
Compartilhando algo
Pão e tapinha nas costas
Tento não contaminá-los com meu olhar de desdém e culpa

Estou a caminho de casa
Parada num cruzamento
Lamentando a estrada deserta

(?)


by Val Costa Pinho