2 de julho de 2009

Amizade


Eu não sei muito da vida
O pouco me segura por aqui
E eu caio todos os dias um pouco
E a cada volta sei que acabo conhecendo um pouco mais
Nada que dói tanto ali dói na mesma medida por aqui
Algo me protege, me sustem

Eu não sei muito...
Você me acolhe nesse caos que é a minha mente
Você alimenta o que considero ser amor
Aprecio todos os teus erros e sei a hora certa de agir
Não me vejo lá fora sem você
E assim, cuidarei de você mesmo sem obrigação

Sem fazer distinção de nada à minha volta
Saberá que não existe disputa entre o diamante e o ouro de tolo
Não sou vendedor, não negocio vidas
Estou aqui por você
Terás, em demasia, o melhor de mim

Quando sentir frio, eu, mesmo longe, estarei correndo atrás de uma chama para lhe aquecer
Nada que disser será ofensa
Nada que chorar será vertido sem apreço
Tudo será bem vindo
Cada gesto de frieza será convertido em milésimos
Os milésimos me farão esquecer a indiferença
Os meus ouvidos serão conduzidos para os teus desejos me reportando para a gratidão

Eu jamais esqueço os sorrisos compartilhados
O colo doado
O abraço sorvido
A voz lenta emitindo palavras de agrado para tentar aliviar a minha dor
A falta de paciência contida num gesto atrapalhado de quem ama de forma simples

Eu não sei muito...
Na vida me encontro desvairada
A certeza dessa amizade me faz lúcida
O alcance dessa lucidez me traz a certeza que
Do pouco que ainda conheço da vida você é parte integral de mim.

by Val Costa Pinho