18 de setembro de 2009

Erros


Sim, eu erro
Erro quando deixo de ser
Quando ofereço um não por não querer ser intima dos sins que poderia ouvir
Erro quando deixo de ter
Prazer para arriscar novos episódios
Seguir novos scripts
Erro ao gritar o seu nome dentro de mim da forma mais silenciosa possível
Dando às costas aos meus pensamentos positivos
"Me pego" sofrendo
"Me apego" a solidão
Por medo de cometer acertos e por estes me embrulhar em erros, os mesmos que estou aqui agora a cometer, deixando que o tempo se consuma.
Erro quando não tento
Não falo, não me solto
Não te assalto
Fico eu, presa nestes erros
E a lembrança inventada dos meus acertos ao teu lado, coabita minha mente
Ao teu lado, tenho certeza que os meus erros seriam menos sentidos... Essa dor seria mais suportável.

by Val Costa Pinho

4 de setembro de 2009

Por toda a minha vida

Eu seguirei o meu coração
Haverá momentos em que
Ele será pisoteado, machucado,
Enfraquecido, ele caberá na palma da minha mão, onde o segurarei com força e não o deixarei parar de pulsar

Chegarei mais perto do anjo que deixei guardado, quase esquecido aqui dentro, enquanto crescia sendo carimbada por marcas que não deveriam ser minhas
Caminharei com amor e no amor em busca de um "para sempre" diferente do que vimos pintados em nossas mentes como em contos de fadas

Por toda minha vida
Buscarei uma verdade, na qual, creio eu, ser o amor
Uma verdade que nasce em nossos "corações" através de um madurecer na alma
Eu seguirei o meu coração
Acreditando que existe uma conexão através de uma verdade própria onde somos comandantes de um "para sempre". Num completo ser a dois.

Por toda a minha vida
Eu seguirei o meu coração
Confiando que existe o "para sempre" e nele estarei acompanhada

Sempre recomeçando em um novo ser
À espera de uma nova caminhada, ao princípio de uma nova história de amor eterno...


by Val Costa Pinho

Até a última estação


Cobranças de promessas que não se cumprem
Privam-nos de momentos que poderiam reflorescer uma alma
(Reascendemos assim dores sobejas)

Jogos que não terminam
Cortam-nos laços que poderiam consolidar uma majestosa união
(Perdemos assim formidáveis encontros por muitos caminhos da vida)

Posses do que não podemos levar para dentro de nós
Formam crostas pelos cantos de uma história copiada
(Por isso andamos tão pesados?)

Buscas por identidades alheias
Não há parada para descanso
Abandonamos o que nos é mais admirável
(Atrás dessas cópias mal-formadas, nos perdemos mais uma vez)

Negamo-nos mais uma vez
Qual o propósito dessas escolhas?
Esse sofrimento, a quem pertence?
Como afastá-los?
(Não há entendimento quando perseguimos o ideal do outro)

A segurança de verdades impostas
Geram dúvidas que nunca terminam
Escondemo-nos para os outros
Encobrimo-nos com os outros
(Perdemos assim nossa própria verdade, barramos nossas próprias satisfações)

A última estação está próxima
Seguiremos até lá, débeis, impotentes, alienados?
Donos de dúvidas perpétuas?
(E em nossas mentes, o sentido de uma dor aparentemente sem sentido?)

Até a última estação podemos reascender o que se apagou
Abrandar as nossas dores
Olhar como iguais aqueles que colocamos embaixo de nossos pés ao encarar a vida como competição
Compartilhar com os outros, o que exaltamos sem podar o prazer do sentir
O sofrer certamente não nos deixará de lado,
Que nossas derrapadas decorram de uma incansável busca por crescimento pessoal sem que deixemos a mercê dos nossos ideais, o que não nos pertence!

Até a última estação...

by Val Costa Pinho