14 de janeiro de 2010

O vale das manhãs de sol


Olhares atentos à espreita de um caminho mais verdejante
Prostram-se imaculados em tua presença
A minha calma se perde em emoção por ver-te
Estas manhãs resplandecentes tão desejadas
Já não sei do mundo
Movimentos, nem atitudes

Palavras? Quais?
Se até mesmo a voz me falta
Algumas lágrimas embaraçam o meu contemplar, não se contém
Calada, a alma arrebatada guia os meus sentidos a fotografar o momento
Passa o dia e ficam em mim pensamentos d’um instante perpetuo
A sombra se faz e vou-me com a tua lembrança em meu ser

Não sou única a contemplar-te
Podo meu possesso querer
Amanhã ofertarei os meus olhos aos céus flamejantes
Entregarei minha ilusão à certeza
E darei as costas mais uma vez ao mundo
Prostrando-me a ti

by Val Costa Pinho