19 de abril de 2010

Fascínio


Ali à beira do penhasco
À beira do meu controle
O grande corpo celeste
Banha os seus raios
Encantando o rei dos oceanos

Corpo celeste que embriaga a minh’alma
Seduz-me junto ao encanto das águas
Feiticeira união
Paixão antiga do meu espírito
Sou graça pura ao agito das ondas

Ali eu posso ver
Tridente de ouro
Riscando a linha do horizonte
Onde irei caminhar

Entra e me domina os sentidos
Leva-me de seus irmãos
Afoga a minha insânia
A mim

Hei de renascer logo mais
À beira de um penhasco qualquer


by Val Costa Pinho

4 de abril de 2010

O pôr de uma satisfação

Um pequeno afeto não há de surgir para me consolar
Atrás do sol se esconde quem desejo e eu não o posso alcançar
Se a minha satisfação antes de existir se vai
Oh sombra, deixai de existir então

Pelos montes está indo
E mais distante estará
Quando o sol se puser no seu lugar
Estarei perdendo quem por detrás daquela luz se esconde

Eu não precisarei mais de sombra
A noite nascerá findando o meu desejo

by Val Costa Pinho