7 de agosto de 2010

O meu abraço de hoje

Sentir o frio agasalhar a pele,
Distraindo a mente da companhia dos ventos
Que guiam os passos em direção
Àquela antiga dor sem nome,
É o meu abraço de hoje

O frio que nutre meus espaços em abandono
Sensibiliza uma força doentia
Que sorve a quietude sombria
Dentro de mim

Faz nevar o pó das dores
Há tempos
Atidos num cenário sem visitantes

Brota de meus poros
Sendo levado pela sorte
Suspenso no infinito

O frio que agora se agarra às minhas entranhas
Pulsa fagulhas de luz a despertar a minha mente
Pronta para um novo abraço.

by Val Costa Pinho