30 de outubro de 2010

De volta




Agora o céu está nublado
Seria a minha visão?

Eu não estou entendendo muito
Peguei a carona errada

Lá, fora de mim
Está escuro, mas não dói
Os braços da escuridão estão abertos
Há luzes quando fecho os meus olhos
Estou em êxtase
Seja o que for
Estou acordada

Tudo parece ter sentido até ele se perder
O meio termo parece o ideal até se tornar um termo e meio
Nada é tolo e o tudo é excessivo demais

Está chovendo forte
Há obstáculos postos à frente do meu lar
Fora de mim
Preciso voltar

Não vejo outro caminho
Encontro-me parada no sinal
Precisando de uma condução

As luzes começam a atordoar
Os letreiros com tantas frases reais
A vida real está a me gritar
Ainda estou aqui
Voltando-me para dentro
Visto que sou a que deseja
Caio de joelhos,
Pedindo perdão
Estranhamente perdida

Agora, sem tampões
Dói querer esse prazer maquiado

Ela não pára
A perdição se dissolve nela, 
Inquieta, castradora
Traz-me, expulsando a voz-amiga cruel
Volto ao meu lar
Aqui, dentro de mim
Por cair em tentação
Sou dor
E não sou

Mas estou de volta
Construindo barreiras para não andar como andei
Dias e dias fora da realidade...

by Val Costa Pinho