5 de dezembro de 2010

Apenas me deixo brincar!






Até que eu me conheça,
Eu não sei entre o maior e o menor 
Quem ganha mais
Qual a melhor carona
O melhor lugar para estar

Não sei de dialetos, 
Línguas estranhas ou qual o verbo a chamar

Eu não entendo de moda, 
Só a minha própria, de um dia assim, sei lá!

É como um papel ao vento, 
Ao final do dia cheio de borrões, 
Mas, expresso a cada caminhar

Não me importa a tua cara, 
Teu status ou teu véu, nem se queres te mostrar!
Só sou o que sou e quando quero
E se não quero, o que vem
Vem me achar!

Sei dos meus problemas e amparo outros
É a vida
É onde quero ficar

Quanto as tuas amarras e o teu pesar
Não se importe comigo
Eu to vivendo
Um dia chego lá
E do lá que falo nem eu imagino
Estou passando os dias
Pra que tanta frescura?

Ah, não sei do que falo
Só sei que me divirto à beça, 
Fingindo ser a boba
De um rei sem lar

Quem sabe seja assim 
A descoberta do que procuro
A simplicidade de ser
De viver
De cantar
Remando em afluentes e fora do mar

Quanto ao meu destino
Deixo pra mente, que vai puxando
Um pouco das horas a imaginar
Um tempo que ainda não veio
E se estiver longe
Que fique por lá

O tanto de hoje me basta
Embora a tantos incomode a calma que tenho
É assim mesmo
Por que querer a tantos agradar?

Eu me divirto
Lembrou da boba e do lar?
É
Talvez eu já me conheça o suficiente
Para não me enganar
E se me engano, por ora, é porque quero
Apenas me deixo brincar!

by Val Costa Pinho