31 de dezembro de 2011

Pessoal



Foi um prazer ter vivido o ano de 2011
“Prazer”, esta foi a sensação mais marcante deste ano em minha vida.
“Minha vida” foi a que vivi, a que posso viver.
Comigo estiveram os melhores, os meus melhores, os necessários para viver o meu momento.
“Momento”, este significo no plural e foram vividos entre lágrimas e sorrisos.
“Sorriso” expressão que se faz presente quando lembro que este ano conclui o curso de Psicologia.
“Psicologia” que me fez aprender e desaprender coisas da vida que, tidas como certas ou erradas, atrapalhavam o meu percurso.
“Percurso” que não está começando agora e espero que também não termine neste momento.
“Momento”, repetição que desponta livremente em minha mente e, mais uma vez, traz boas lembranças de um ano que está no final.
Se o novo ano será o mesmo, se eu serei a mesma, só saberei no seu final.
Que venha 2012!

Desejo que todos vivam as suas vidas e sintam prazer em vivê-las!

Seria importante aprender que, VIVER A VIDA COM OUTRA PESSOA É MUITO DIFERENTE DE VIVER A VIDA DE OUTRA PESSOA!

by Val Costa Pinho

13 de novembro de 2011

Até o fim...


Olha lá a minha ternura raiando
Em dias de relampejo
Meu medo, faceiro se vai

Aquilo envolta dela é sorriso?
Viso, aviso?
Seja lá o que for isso,
É coisa linda de Deus

A sua vinda
É uma bem-aventurança
Desses dias de rara esperança
Que a vida a mim,
Veio mimosear

Olha que lá,
Já se torna perto
E decerto por nem um decreto
Hei de lhe deixar

 Esse de repente
Que acertou o destino da gente
É um presente dos dias de festa
Que nós até o fim de nós, iremos brindar! 


by Val Costa Pinho


26 de outubro de 2011

Uma saudade...


Escutando o som que vem do fundo, por trás da voz da artista
Eu viajo por trás dos meus pensamentos
Então tento sentir o que vem antes de poder significar

Um caminho com gravetos amarelados do sol?
Um vento com cheiro de tempo que já passou tempo demais?

É,
Hoje os pingos de lágrimas beirando os meus olhos, são de saudade

Fazendo sombra a dor que nasce assim do nada
Me vem o sorriso sorrateiro
O piano que faz companhia a artista, começa a assoprar imagens vivas
Uma sutileza que já começa a machucar
Então tento achar sentido sem me achar nele

Saudade é coisa estranha
Traz você por todas as direções
Você que já não é mais ninguém e, ainda assim, consegue ser tantos em um só
A leitura de todos os dias, a qual eu nunca saberei onde se dará o final

Saudade,
Dos vários artistas que fizeram parte de minha vida
Da minha infância, meus amigos que nunca iriam se afastar
Da minha preta e o seu latido sem igual
Do meu Oz, que não era da Alice, nem era mágico, mas sabia me encantar

Saudade,
Dos dias em que o tempo chegava sem pressa de ir embora
Das borboletas do campinho
Do topo das árvores
Das frutas no chão
Das quedas sem traumas

É,
Isso é apenas uma saudade que nasce assim por trás de algum lugar e insiste em ficar,
Assim como esse piano
Que encontrei lá no fundo por trás da voz da artista
Só pra poder me acompanhar...

By Val Costa Pinho



26 de setembro de 2011

A resposta




Então eu fecho os olhos...

(Eu queria acordar ao teu lado
Saber do teu sorriso
O que ele espera de mim

Ser sereia em tuas lágrimas
E quando a maré baixar
Aparecer solta
Sem presas, te apanhar

Queria um dia de sol
Piscando calor de levinho
Querendo na rede deitar
Fazer a nós, companhia
Aclarando o nosso lugar

Quando viesse o adeus de mansinho,
Ver a noite chegar
Viajar entre as fileiras de estrelas em seus olhos
Me perder em teu ser,
Deixar o sono chegar)

...à espera de mais uma vez lhe ouvir perguntar
Algo sobre o sentido da vida e enfim poder lhe ofertar
Com os meus olhos abertos
Refletindo a resposta em meu olhar.

by Val Costa Pinho

31 de agosto de 2011

Fora de mim




E,
Se eu não for o que você espera de mim
Se eu não for tua redenção
O espelho de tua razão
As tuas palavras incompletas
O tempo "certo das horas incertas" 
(?) 

Se eu não for o corpo a se deleitar
Um cheiro bailando ao vento
Um gosto peculiar
Que faz o teu sentir vibrar 
(?)

Talvez eu seja a voz da fantasia
Que você espera em seus ideais
Talvez eu nem seja ninguém

E se alguém eu for  
Como você poderá ver além de si mesmo?

Como libertar-se de si mesmo
E buscar por fora do próprio desejo alguém que seja real?

E,
Se eu não for real
O que é real?


by Val Costa Pinho

28 de julho de 2011

É um tanto...



É um tanto para mim ambíguo
O que de origem me tornou viajante de mim mesma
Faltando e escorregando neste meu real
O que se esconde
O que protege este cenário virgem aos olhos do Outro.

Sendo igual ou diferente
É um tanto para mim estranho
Uma força, um desejo
Que se calam e adormecem,
Retornando em chamas e fazendo arder o que pulsa

Em pensar que não existe o Rei que há tanto prende a minha atenção em um mundo nebuloso
Em pensar que um fantasma regressa sempre de dentro
Refletindo no espelho que é só meu, o ser que penso ser

O que devo pintar para colorir a minha casa?
Quais cores podem quebrantar o medo opressor?

É um tanto para mim ingênuo
Fantasiar o meu pensar
Ludibriando o que sinto e
Simplesmente desistir

Do que me protejo, me escondendo entre paredes neutras?
O que faz com que as coisas do mundo sejam um tanto mais do que os meus olhos possam enxergar?

A resposta brota ao final de cada interrogação
Um tanto de coragem é preciso para ir além do próprio semblante

É um tanto para mim simples a compreensão
Difícil é seguir o caminho que leva às cores mais brandas e apaziguadoras daquele cenário oculto
Difícil, é convidar a plêiade que reflete dos olhos amados a bailar por entre as chamas lançadas pelo irreal Rei
É simplesmente deixar de "amar" o que me faz sofrer!

by Val Costa Pinho 
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30 de junho de 2011

Pensando bem...




Não me deixo levar por convicções que não são convenientes ao meu presente
Não questiono o que leva alguém a questionar novos hábitos,
atitudes e comportamentos

Tenho tantos valores em desuso
Moral demais pra me calar
Um superego insuportável
Um ego deveras inflado e por que não dizer, inflamado
Tenho aprendido sobre as causas e efeitos da vida que me permito seguir
Não estou a falar de lei alguma
Não sei o bastante sobre isso

Não sei de certezas, elas não imperam em meus pensamentos 
Não sei quais as escolhas certas a fazer,
Se penso demais, não sinto
Se sinto demais, não penso
Importante mesmo é o movimento
Atentando para não esbarrar muito forte em alguém

Isso me lembra dor,
Não sou imune a esta sensação
E quando a sinto, não procuro a quem ferir
Aprendi que a reciprocidade demanda sintonia
E se sofro por quem não deveria sofrer
O erro está no costume em sintonizar errado

Isso me lembra música
Alguém a bailar num cenário atemporal
Fora do contexto

Pensando bem
Eu até me deixo levar
Só não sei por onde e até quando!

by Val Costa Pinho


29 de maio de 2011

Até hoje...




E daquele dia até hoje
Que mesmo amanhã será hoje
Você não se desfaz

Dentro, um vazio, uma saudade
A minha dor

Tristeza se achega
Pra perto do peito

Na mente lampeja 
Um pouco da vida
A gente

E lá da distância que nem dá pra avistar
O meu desejo teima em te buscar

Reveste de esperança a fantasia
Que vem voando
Quando de dia
Posa trazendo consigo
O mesmo silêncio dos dias que fiquei a te esperar

Até hoje...

by Val Costa Pinho

12 de abril de 2011

Criador e criatura




Os braços abertos para Ti
Refletindo a minha satisfação
Buscava "vida" em minha criação


Como me moldar diante de Ti?

Era a minha agonia, minha consumição


E tudo que eu via
Retido em teus olhos
Tinha melancolia e dor

E nessa imagem eu ia
Formando-me como ser sem guia,
Forjada nesse ser embotado
Porém, bom pastor

Meu frio acobertado seria
Eu sei que me sorria

E tudo o que eu via
Vinha pra mim
Mesmo quando tu ias
Fingindo que nada sentias
Que de imaginário eu não seria
A causa do teu amor

E tudo que eu queria
Para além do seu desejo
Seria
Ser símbolo de tua cria
Concebida em alegria
Distante de teu "senhor"

Fui símbolo do teu vazio
Tua falta, teu clamor
Me fiz um objeto direto
Sem saber um incompleto

E hoje o que sei
Decerto
No tempo que nada é certo
Só certo é o meu grande amor!

by Val Costa Pinho


2 de abril de 2011

O gozo da desejosa



Ante os olhos meus que te comem
Tu me devoras e traças

Ante a boca minha que te suga
Tu me mordes e mascas

Os dedos meus que se nutrem
Tu envolves e gastas

Gemidos meus que sucumbem
Os teus diante os meus, ultrapassam

Nesses corpos nús que se unem
Tu e eu, fogo e brasa

Um meu e teu que se funde
Nesse nós que goza e mata

by Val Costa Pinho

20 de março de 2011

"Cocci"




Cocci, tua cabeça menina
Pequena inconsciente
Corpo, cor de coração
Diante à mão
De quem a segura
É criatura ingênua

Tua beleza miúda
Teus olhos que ninguém ver
Chora junto ao orvalho
Diante os passos de longos dias
É fé que há de ter?

Cocci, teus pontos pretinhos belos
Pintam tua singela feição
À palma da mão do mundo
Trilha as linhas do destino
Em silêncio
Vai ditando a sua missão

Faz valer o seu tamanho
E condição de pequenino ser
Buscando na vida que lhe segura
As possíveis formas de viver!

by Val Costa Pinho





13 de fevereiro de 2011

Sons de prazer...




A minha arte de musicar
Sons de prazer
Vem do gosto suave,
Por momentos, voraz
De você

São dós, rés, mís e fás
Fraseando em meu ouvido
Notas repetidas incontidas
Fazendo soar por entre a alcova que nos abriga
O canto que mais desejei

A vibração que embala os nossos corpos
Poetiza as palavras ditas num olhar
Se firmando entre beijos e toques maestrais

E a canção tendente ao fim
Traz com o gozo solene
Não apenas um coral de nossas variantes vogais

Em compasso com a nossa vontade
Na frequência de nossos corações
Traz também uma súplica

A repetição das notas que não alcançamos
Numa nova canção
E quem sabe, outras mais.

by Val Costa Pinho


28 de janeiro de 2011

LEMBRANÇAS DE UM CAUSA’DOR



O que reina entre as intempéries de minh'alma?

As cores díspares guardadas na memória
Daqueles caminhos que avistei
Os cheiros da minha história
Cheiro de mato molhado
Flor do meu jardim
Das borboletas que inocente cacei

Trazia beleza ao meu dia,
E a sensação de outrora, da minha alegria,
Só eu sei

Cortes de lanças afiadas
Roubaram aquele sorriso infantil
Por muitas estações

Quem vê o que vejo de mim mesma?

Visões de um lugar que só eu sei
Um sofrer a dor que é só minha
Um tormento passado que passei

São lembranças escritas em páginas úmidas
O olhar da criança em mim
Que lá deixei

Que volta em silêncio
Na espreita de um momento
Pra me proteger de lugares que antes andei

O que reina nas águas calmas de minh'alma?

As cores em sintonia com o equilíbrio que alcancei,
Dos caminhos onde há escolhas
Onde sou o rei

Cheiro de uma nova história
De um novo jardim
Onde as borboletas em liberdade
Voejam a encantar com a sua beleza
Trazendo em mim a inocência que na tormenta, deixei

E a sensação ao olhar as minhas cicatrizes
Ao pensar um tempo que não volta mais,
Nem me dói tanto assim

E hoje, quem vê o que vejo de mim mesma
Nota o tanto de criança em mim que guardei
Daquela que abre os braços
E volta em sorrisos
A me mostrar que onde houve dor
Momentos de amor, também vivenciei

Existindo entre tempestades ou águas calmas
O que eu pude aprender pela dor
E o quanto de mim, estou a alcançar pelo amor que ficou
Tornou-me aprendiz de uma vida, cujo destino cabe a mim escrever

E onde estou?
Só eu sei

by Val Costa Pinho