28 de julho de 2011

É um tanto...



É um tanto para mim ambíguo
O que de origem me tornou viajante de mim mesma
Faltando e escorregando neste meu real
O que se esconde
O que protege este cenário virgem aos olhos do Outro.

Sendo igual ou diferente
É um tanto para mim estranho
Uma força, um desejo
Que se calam e adormecem,
Retornando em chamas e fazendo arder o que pulsa

Em pensar que não existe o Rei que há tanto prende a minha atenção em um mundo nebuloso
Em pensar que um fantasma regressa sempre de dentro
Refletindo no espelho que é só meu, o ser que penso ser

O que devo pintar para colorir a minha casa?
Quais cores podem quebrantar o medo opressor?

É um tanto para mim ingênuo
Fantasiar o meu pensar
Ludibriando o que sinto e
Simplesmente desistir

Do que me protejo, me escondendo entre paredes neutras?
O que faz com que as coisas do mundo sejam um tanto mais do que os meus olhos possam enxergar?

A resposta brota ao final de cada interrogação
Um tanto de coragem é preciso para ir além do próprio semblante

É um tanto para mim simples a compreensão
Difícil é seguir o caminho que leva às cores mais brandas e apaziguadoras daquele cenário oculto
Difícil, é convidar a plêiade que reflete dos olhos amados a bailar por entre as chamas lançadas pelo irreal Rei
É simplesmente deixar de "amar" o que me faz sofrer!

by Val Costa Pinho 
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