24 de abril de 2012

Da série “imagens que trazem questionamentos”



Tendo consciência da “widht” e da imensidão de possibilidades existentes na vida, como eu posso aproveitar o “lenght” (da vida), me prendendo ao desejo do outro?
Consequentemente, anulando-me em favor do outro, não estaria eu, preenchendo o “lenght” e seu curto espaço de tempo com frustrações, angústias e toda gama de coisas negativas?
Se prefiro continuar me anulando e é na dor que me acho satisfeita, que direito eu tenho de escravizar alguém? Por que não deixar-se viver, em outras vibrações de energia, aquele que tenho afeto?
Se tendo consciência de que posso preencher as minhas faltas, trazendo a mim e ao próximo, vibrações positivas, sensações de prazer e satisfação e que, sendo assim, posso enriquecer tanto “widht” e “length” da vida, por que prefiro continuar prisioneira da dor e nociva àqueles que suponho amar?
O desejo em mim é que, para além da consciência, enquanto houver tempo e vida, haja também, movimento, sacolejo (em busca de mudanças). Desejo que nesse balanço, o outro e eu, possamos tornar a vida, em sua largura e comprimento, um processo em curso onde se “viva e se deixe viver”.

Alguns tenderão ao cárcere que acelera o fim do “lenght” da vida. Outros sempre buscarão, mesmo tendo a consciência do fim, tirar o melhor da “widht” da LIFE e é aqui que eu quero estar.

Val Costa Pinho.