2 de abril de 2012

Guerreiro de si



Não há guerreiro maior
Do que aquele dentro de si

O alimento que contenta o hospedeiro
Vem do tempo que se faz desde a nascente

Desde a primeira palavra
Os sons das trombetas são revelados
Canhões são armados,
O fogo alastrado

A pausa, de vez em quando, é chegada

Bandeiras são hasteadas
Verdades aprisionadas e
Cada vez mais, longe das margens
Faz tornar o corpo febril

Porém, mais íntimo do fim
Da guerra auto-anunciada
Dela, saber ser perdedor é-se morrer
E numa vida em que se morre tantas vezes
Tantas vezes morrendo,
Se começa a viver...

by Val Costa Pinho