11 de outubro de 2012

Urgências



Olhares por cima dos muros que criaste
Atenta à atenção do forasteiro observador
Que tonto fica nessa multidão de dor, diante do horror que encobre as nuvens que sobrevoam por ali?
Um pedido de socorro alivia a tensão de quem só deseja ajudar
Sabe o observador que a sua própria ansiedade o assola
Mas sabe também que sob o alívio existem outros tantos com fome de amparo
Mas, diante do cotidiano dissabor do que se escuta entre as janelas do doce-amargo lar, não há o que dizer, então como há de socorrer?
Ouvires que passa o tempo, alguns muros perdem sua força, se tornam úmidos e querem se transformar,
Talvez edifício ou espaço para um lindo jardim depois de sumir, e assim espera o forasteiro colher as flores que hão de nascer ou caminhar pelos vãos edificados de uma alma desamparada que só quer ser usada para se curar de sua dor... 
Eis multidão e observador!

By Val.