21 de março de 2013

Na palma das mãos



Em minhas mãos seguro um cristal
Ninguém o vê
Às vezes ele é o mundo
Seguro na palma das mãos,
E quando é possível, seguro também o coração
Parte do cristal
Do mesmo mundo
Um todo, cheio de energia

Eis o cristal
Tem o poder de morte quando me domina
Do mesmo modo, o poder que me reanima

Tenho em mãos um bem incontrolável em pensamento
Por descuido no lidar
Tamanho é

Entre o bruto e o lapidado
Ente o perdido e encontrado
Existe a criação
Que é destruição nalgum canto ou centro de mim

Um fio condutor pra minha alma
Assim levo dos pés ao horizonte
Uma fonte interminável de sensibilidade

Ao se pôr me abençoa,

Ao nascer faísca curtos mudos em mim


A luz é o meu grito

Sorte haver escuridão
As minhas mãos se juntam em prece
O sentir adormece
E o cristal se faz Deus

Valei-me Senhor!

by Val Costa Pinho