1 de junho de 2013

A Despedida

Os dias, uma comédia
E as lágrimas dela rolam
Rolam as pedras na estrada
Partem os velhos companheiros
De uma parte dela
Do inteiro de alguém

Surpresa, também
Ri-se na despedida
Embriagada de lembranças
E como contam os contos de sua memória
Saudade sempre será um dia bom
Que rolou mais que as pedras ponteagudas a
Tocar o para-brisa do seu carro quase zero
Que acelerava os dias, 
Todavia, travava os minutos de prazer
das boas companhias

Por um momento a vida é bela
O tempo paralisa
E parece ser cristal a fala dos seus olhos

Descortinado o dia
Basta sentir
E dói
O sangue agora corre macio
E a única fuga
É encarar todo o circo
Que segue em frente

Por trás da lona
Ela deita, dorme
E logo também será a sua despedida
e lá estará alguma parte que a considere inteira

Nessa comédia, ela deseja aquela que diz adeus
Com um riso
Dói, mas está aí, a graça por trás da diária comédia
Algo lhe diz:
"A estrada somos nós por baixo dos caminhos,
basta sentir. Os abalos sísmicos, 
certamente são pisões do que vibra, do que se esconde
E os caminhos? Uma comédia cíclica"

As setas apontam a direção
Mas tão logo, o dia estará na palma de suas mãos
É rir ou chorar
Até que ela se torne uma eterna saudade.

by Val Costa Pinho