27 de julho de 2013

Segre'dum Desejo


Devolvo toda a tua beleza
Através do reflexo dos meus olhos
O mundo é mero coadjuvante
E eu um semblante
Escondido entre um querer

E aquela flor que não irei despetalar
Será o segredo íntimo
Da minha cobiça

Injustiça seria matá-la
E condenar uma a mais
Porque o que aqui está, jaz
Desde o momento de meu Deus
Quando você nasceu em mim

E por atraso do meu descaso
Com a mágica do tempo
Meu delírio não o viu passar


E por condenação
Aceito o teu sacramento
E me contento com o vento
Que ao passar, deixa em mim
A fragrância daquela flor

Única testemunha
Que guarda como tino
O desatino desse fervor

by Val Costa Pinho