16 de janeiro de 2014

Parto

Por amor, a permissão
Sujeitar-se à violação
Em sentido romanesco
O amor por necessidade
Exigências da casta
Irmã da santidade
Demanda ao eu mundo
“Semeia”
E ser inteira,
Prenhe da completude
A plenitude que respira
Vive por dentro de nós

Por ordem do tempo, concha aberta
Mãos cheias, ante o corte
 Ou a dor do natural
Choro a gota da felicidade
Solta para fora o meu afeto
Sobra-me por dentro, o vazio
Prenhe, não mais preenchida
Mas, para o resto da vida,
Prenhe.

by Val Costa Pinho
Imagem: María Angeles Martín Vega